segunda-feira, outubro 23, 2006


A inconfundível paisagem do oeste. Onde verde é muito mais verde e a terra é de verdade.

Também não tem preço ouvir o canto do sabiá e das dezenas de outros tipos de pássaros que se ouve lá na casa dos meus pais. Quisera eu poder gravar para reproduzir pra vocês. O dia inteiro é uma sinfonia só quebrada por algum galo desavisado que faz có-có-cóóóóó-coróóóó.

E a noite também - ja falei dela aqui - é impressionantemente escura e estrelada. Ainda mais agora que queimaram (ou sei la o que aconteceu) todas as lampadas da rua. Fica tudo um breu.

Tudo isso me faz lembrar da cançao do exilio, de Gonçalves Dias:

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

1 Comments:

At outubro 23, 2006, Anonymous Anônimo said...

ô...delicia escutar o galo cantnado as 06 da matina kkkkk beijos

 

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